Quando a vida resolve nos pegar,
Usando isca, cilada e armadilha,
Deixa-nos ao sabor de uma matilha
- Cães famintos prontos a avançar.
Não há escrúpulo nem compaixão.
À vida não importa a hora e a vez.
À vida não importa os que se vão.
À vida não importa o que se fez.
Ela projeta a última cilada,
Prepara fatal, derradeira isca,
Armadilha que se vê e mordisca.
Em nenhum momento é uma aliada.
Em momento nenhum os cães enxota.
Nem reconhece sinal de derrota.
qui, 09/12/2010 - 20:38
E lindo o gosto de "Quero mais" que um soneto me dá. Sinto que há beleza no modo em que escreve e que ainda tens muito a mostrar. Estarei aqui para deleitar-me com seu trabalho de tanto talendo.
Beijos e boa sorte.