Um pierrô apaixonado,
Que vivia só cantando,
Por causa de uma Colombina
Acabou chorando,
Acabou chorando.
Luzes luzem no salão
Serpentinas dançam no ar
Confetes, soltos no chão,
Convidam para brincar.
Jatos de lança-perfume
Suspiros e queixumes.
Num canto, um Pierrô,
Com olhos em desatino,
Chora seu grande amor.
Em lágrimas e sem tino,
Vira a bela Colombina,
Com ares de bailarina,
Sorrindo para Arlequim
Ao som de um bandolim.
Não chores, Pierrô.
Nesta existência de dor,
Não se pode ter amor
Sem dores de desamor.
Esses que passam por ti,
Ar de despreocupados guris,
Riem e dançam para negar
Os mesmos males, amigo,
- Como o próprio amor, antigos -
Que te fazem naufragar.
Melhor chorar de amor
Que murchar em apatia.
Na vida, jogo de opostos,
Só se permite à alegria
Fazer par com a tristeza.
E o amor está sempre ao lado
Do desamor e da aspereza.
Vê, Pierrô, vê teu coração.
Com certeza já está sarado,
Pronto para outra paixão.
Um pierrô apaixonado,
Que vivia só cantando,
Por causa de uma Colombina
Acabou chorando,
Acabou chorando.
dom, 14/02/2010 - 20:52
Parabéns Vicência. Lindo!! Uma bela obra de arte com as cores contagiantes do carnaval!! Pierrôs e Colombinas!! Lindo!!
Uma abraço,
Suziley.
seg, 15/02/2010 - 07:51
Suas palavras são encorajadoras. Obrigada pela delicadeza, Suziley. Um abraço e bom final de carnaval. Vicência.
dom, 14/02/2010 - 11:30
A república está pulando de alegria, um texto bom, em pleno domingo de carnaval, temos que mostrar.
Parabéns Vicência!