Para uma menina chamada Teresa.
Alguém viu uma menina chamada Teresa?
Moreninha trigueira, vestindo azul-turquesa?
Com a negra cabeleira em uma trança presa?
De olhos escuros e com jeito de princesa?
Por onde andará, meu Deus, a menina Teresa?
Será que está no pomar comendo framboesa?
Na despensa, gulosa, devorando a sobremesa?
Alguém pode me ajudar a encontrar a Teresa?
Será que não se escondeu embaixo da mesa?
Estará na cozinha atacando o bife à milanesa?
Quem sabe no quarto preparando uma proeza?
Um bem-te-vi me cochichou com presteza
Que ela vestiu sua fantasia de tirolesa
E foi ao jardim dançar com a natureza.
Dando asas à imaginação, com certeza,
E um belo e ousado piparote na tristeza,
Entrou no castelo do sonho, com afoiteza
E enfeitiçou-se com a magia da beleza.
Agora sim, com a mais absoluta certeza,
Sei onde procurar a travessa Teresa.
sab, 27/03/2010 - 11:09
Um poema leve e de muito bom gosto. É a doçura e meiguice que reina da República dos Autores.
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