A cidade nunca pára, a sua brisa pára no para brisa de seus carros
Quem anda desanda com o pulsar de suas veias, é teia
De aranha, arranha céu, rosto sem véu
São Paulo está viva, é uma diva
Melancolia, louca euforia
Quem nasceu aqui se sente importante
Gente de fora, todos seus amantes
É oportunidade, ilusão, vaidade
É a cara no espelho, é olhar pra si mesmo
É murro na cara, é andar a esmo
É dar de cara no muro, é um momento inseguro
São Paulo é concreto, incorretos os seus versos
Poesia sem autor, é cura para a dor
Sentimento sem amor
Há quem duvide de sua intensidade, pura insanidade
Nem tudo é bonito, tem também o esquisito
Cidade desvairada, cinza-sol transviada
Zumbis engravatados, prontos e enlatados
São Paulo não é lixo, é o bicho
Aqui sou feliz
Sou desenho de giz
São Paulo por ti eu oro
São Paulo eu te adoro
De Sampa eu te chamo
São Paulo eu te amo
seg, 29/03/2010 - 09:35
Carlos você já vai levando 10 em sua estréia no site. Parabéns pela poesia e também pela cidade que você diz: está viva, é uma diva.
Receba o Abraço da República dos Autores
seg, 29/03/2010 - 13:59
Muito obrigado pelo comentário, realmente muito gentil de sua parte. Espero continuar agradando. Abraços