A cidade nunca pára, a sua brisa pára no para brisa de seus carros
Quem anda desanda com o pulsar de suas veias, é teia
De aranha, arranha céu, rosto sem véu
São Paulo está viva, é uma diva
Melancolia, louca euforia

Quem nasceu aqui se sente importante
Gente de fora, todos seus amantes
É oportunidade, ilusão, vaidade
É a cara no espelho, é olhar pra si mesmo
É murro na cara, é andar a esmo

É dar de cara no muro, é um momento inseguro
São Paulo é concreto, incorretos os seus versos
Poesia sem autor, é cura para a dor
Sentimento sem amor
Há quem duvide de sua intensidade, pura insanidade

Nem tudo é bonito, tem também o esquisito
Cidade desvairada, cinza-sol transviada
Zumbis engravatados, prontos e enlatados
São Paulo não é lixo, é o bicho
Aqui sou feliz
Sou desenho de giz

São Paulo por ti eu oro
São Paulo eu te adoro
De Sampa eu te chamo
São Paulo eu te amo