Século XXI, às oito horas da manhã dar entrada na Unidade de Tratamento Intensivo, uma mulher muito bonita, solteira que foi vitima de uma colisão de carros, na qual o motorista bêbado entrou em sua frente fazendo-a manobrar seu veiculo bruscamente conduzindo o carro para uma ribanceira. Por sorte ela não morreu, pois o socorro chegou a tempo de removê-la para o hospital mais próximo. Às pressas, os medico fizeram tudo o que puderam, mas o coma foi inevitável.
Os familiares de Laila, mesmo diante do medo da perda preferiram acreditar que ela recobraria a consciência a qualquer momento, porém exigiram que ela fosse removida para um hospital particular, onde o tratamento seria de melhor qualidade. E assim foi feito.
No hospital particular, os familiares optaram pelo melhor enfermeiro da unidade para ficar em total exclusividade de Laila. Onde o dinheiro dita as regras ninguém reclama da regra ditada. E assim o hospital fez. O enfermeiro passou a tirar plantões durante o dia e ficar a disposição de Laila durante a noite, por escolha própria pois acreditava que não se desgastaria e ainda poderia acumular horas extras.
O enfermeiro que se chamava Asmaidos, nome dado por seu avô e que seu pai adotou como segundo nome, pois achava embaraçoso a pronuncia. Decidiu pelo nome composto e assim seu nome ficou Maciel Asmaidos, mas todos os chamavam pelo primeiro nome. Um rapaz recém formado em enfermagem, de boa aparência e muito solidário com os pacientes que eram de sua responsabilidade.
Todas as noites, Maciel entrava no quarto de Laila e tomava conta dela na medida de suas habilidades, os dias forma se passando e a tarefa começou ficar exaustiva, o que o conduziu a pedir a diretoria do hospital para se dedicar apenas a Laila, o que foi prontamente atendido.
O rosto de Laila já havia se recuperado dos machucados e sua família cuidava de sua aparência como se ela fosse a “bela adormecida”. Maciel começou a reconhecer a beleza de Laila de tal maneira que se sentia atraído por aquela bela mulher, principalmente à noite quando ninguém interrompia seu estado de contemplação. Em uma dessas sessões de prazer contemplativo, Maciel tocou o seio de Laila e sentiu-se excitado ao ponto de se masturbar tocando o corpo da mulher em coma.
Após o ato praticado, a consciência de Maciel mostrou desprezo por sua atitude voraz, mas ao mesmo tempo ele se justificava pensando que não faria novamente, dando-se a si o mérito da remissão do pecado cometido. Mas como dizia o dramaturgo e poeta inglês William Shakespeare “A beleza provoca o ladrão mais do que o ouro”. E Maciel sentia-se provocado por pensamentos libidinosos, o “ladrão” estava sendo provocado pela beleza de Laila e por pensamentos desejosos de obter prazer a qualquer custo. Não suportando seus excessos ele passou a ter relações sexuais com Laila. Essas praticas sexuais ocorreram até que em um exame de rotina, o medico responsável pela saúde de Laila descobre que ela está gravida e o tempo da gravidez é exato o tempo em que Maciel estava à disposição da moça em coma.
Maciel foi preso por prática não consensual do sexo com Laila. Como estuprador, ele foi separado dos demais criminosos por precaução de um possível linchamento ou punição brutal muito comum praticada pelos presos com estupradores. A família de Laila, sendo muito influente impediu que o acontecimento criminoso fosse divulgado.
Durante o tempo na prisão, Maciel não se preocupava com o que tinha feito, ele se mostrava indiferente com os atos que praticou contra a vida de Laila, mas mostrava preocupação quase obsessiva com relação à criança. Perguntava todos os dias aos carcereiros se o filho que ele chamava de dele já havia nascido. Quando um dia chegou a noticia de que a criança não resistiu e morreu, o que foi um choque para Maciel que no dia seguinte foi encontrado morto, a causa mortis identificada pela pericia se concluiu em suicídio. Maciel se tornou um cadáver sem honra.
Laila, depois de algum tempo recobrou sua consciência e, retomou sua vida normal, mas nunca soube que foi estuprada enquanto estava em coma e que desse estupro foi gerada uma criança que morreu antes mesmo de nascer, e tão pouco que um dia existiu um homem cujo nome era Maciel Asmaidos, causador do estupro e pai do filho morto. Os pais de Laila, amigos e parentes que sabiam de toda a historia nunca contaram nada do que havia acontecido pra ela.
Passado alguns anos Laila conheceu Fernando, um policial que trabalhava na delegacia em que Maciel viveu seus últimos de dias até o suicídio, mas que havia se tornado delegado de justiça. Com Fernando Laila se casou!
Perversão normalizada
Enviado por Chardes, ter, 03/01/2012 - 21:19
ter, 24/01/2012 - 13:51
Desculpe a indelicadeza, mas este conto descreve, exatamente, o roteiro de um filme europeu que assisti recentemente.