Não sei o que mais maltrata
Se a fome ou a sede.
Se a palavra ou o ato.
Não sei o que mais me dói
Se a saudade ou a mágoa.

Só sei que em si recolhida
Minh’alma tenta ejetar-se
Antes de se dar o desastre.
Perigo é de inopino ser lançada,
Sem misericórdia e sem volta,
Desta vida para fora.