Que há lá no sobrado?
"Lá em cima, no sobrado,
Há um mundo encantado
Que abre todas as portas
Para quem não se importa
De virar as próprias costas
Para o real traiçoeiro
E lançar suas apostas
No irreal feiticeiro..."
"Lá em cima, no sobrado,
Há um mundo encantado
Que abre todas as portas
Para quem não se importa
De virar as próprias costas
Para o real traiçoeiro
E lançar suas apostas
No irreal feiticeiro..."
"Ana Maria, menina alta, magra, de olhos castanhos e enormes, usava uns óculos com hastes rosadas e mantinha sempre seus longos cabelos presos em duas tranças que eram feitas com perfeição pela sua mãe toda manhã. Menina estudiosa, não faltava um só dia na escola; Seu objetivo era ser a melhor da classe...
"O vaga-lume...
é um lume que vaga,
ou uma vaga com lume?
Não sei.
Mas, quando chega a noite,
o vaga-lume é um rei..."
"— Era uma vez uma comprida rua de poeta, reta, quieta, discreta, onde...
— Eita, Bá, deu pra fazer poesia também!? Como era mesmo essa rua...?"Rua de poeta, reta..."
"O mundo dos carrinhos de brinquedo
Era do menino o maior dos segredos.
No mundo dos carrinhos de brinquedo
Não havia nenhum outro folguedo..."
"A terra do faz-de-conta
– veja bem, Senhora -
não fica dentro
nem fica fora;
não fica no meio..."
"- Mãe, bota logo o almoço do Alvinho! Eu não quero que ele morra.
- Que história é essa do Álvaro morrer, Artur?
- Ele disse, mãe, que, se não botassem o almoço, ele ia morrer de fome."
... não acontecia nada. Lá estava ela, do mesmo tamanho de sempre, do mesmo jeito. Era magricela e tinha braços e pernas tão finos, mas tão finos que o Leôncio...
- Carolina, onde estão os meus óculos? Preciso ler o jornal e não os encontro!
E a Carolina abria bem seus olhos de lince e achava os óculos do vovô, que fazia um ar de felicidade ao abrir o jornal.