SÃO PAULO CIDADE
A cidade nunca pára, a sua brisa pára no para brisa de seus carros
Quem anda desanda com o pulsar de suas veias, é teia
De aranha, arranha céu, rosto sem véu
São Paulo está viva, é uma diva
Melancolia, louca euforia
A cidade nunca pára, a sua brisa pára no para brisa de seus carros
Quem anda desanda com o pulsar de suas veias, é teia
De aranha, arranha céu, rosto sem véu
São Paulo está viva, é uma diva
Melancolia, louca euforia
(Para a família da Dona Eunice Fernandes Magalhães.)
O espírito da Velha Senhora
Resolveu, enfim, ir embora.
Para uma menina chamada Teresa.
Alguém viu uma menina chamada Teresa?
Moreninha trigueira, vestindo azul-turquesa?
Com a negra cabeleira em uma trança presa?
De olhos escuros e com jeito de princesa?
Olhando pelas ruas da cidade
As pessoas são mistérios cativantes
Ora serenas, ora inquietas,
Seguem deixando caminhos
Ora retidos, ora distantes.
"Vivo escondida em uma máscara
Que me cerca de dor
Que me faz ir à loucura
Da minha cabeça confusa
Do meu coração ardendo nas chamas"
"Quando eu era jovem,
O bem-te-vi cantava certo?
Acho que sim: bem-te-vi.
Quem sabe o ouvisse de mais perto."
Eu queria velejar nos teus braços,
Queria viajar nos teus encantos,
Sobrevoar teu sorriso,
Fixar nos teus olhos.
"Será que é a correspondência?
Um mesmo olhar.
Um mesmo sentimento,
Uma mesma atitude,
Um mesmo gesto."